Vai nu
Lemos por todo o lado e afirmamo-lo à boca cheia: a presente classe política é composta por oportunistas sem valor. Tipinhos que nunca fizeram carreira em nada que não fosse a "partidocracia" e que, se despojados do jogo de influências, ganhariam a vida a vender seguros ou automóveis usados. Isto tem sido mais evidente de eleição em eleição e de governo em governo e nunca foi tão claro como no momento actual, em que o primeiro-ministro é um zero demagogo sustentado numa coligação com lambe-chinelos de peixeiras e o principal partido da oposição se prepara para escolher líder entre três Zés-ninguém.
O que é que mudou? O José Barroso era tão raso como o seu substituto, o coiso das peixeiras já lá estava e o Ferro valha-lhe Deus.
Mudou a aparência. Muitas vezes, à mulher de César basta parecer séria. Sabíamos que estávamos a ser governados pela escória, mas uma maioria havia votado na dita. Era uma escória representativa. Se não a tivéssemos sufragado, até poderíamos sentir alguma superioridade moral. Se nela houvéssemos votado, bem... era o mal menor.
Agora acabaram-se as desculpas. O mais distraído cidadão sabe de certeza certa que está a ser governado por incompetentes, que nos lugares de decisão política estão opacas amibas e que votar é irrelevante. Ou seja, fomos forçados a enfrentar de vez a realidade. Na política só estão os nulos e o resto é conversa.
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